Falhar é bom só se aprender algo com isso

4 Jan

Um dia há algum tempo atrás (eheheh, muito tempo atrás*), eu fiz um teste de matemática em que falhei (apenas?) uma questão muito simples.

(Já não me lembro bem, mas era algo como) Qual a probabilidade de a soma de duas páginas consecutivas de um ser ímpar?
a) 100% b) 0% c) 50% d) nenhuma das anteriores

Uma rapariga da minha turma obteve a resposta correcta (acho que foi a única?, bem não importa). O que importa é que nesse dia aprendi uma valiosa lição, primeiro ler muito mais do que lia (embora sempre tivesse um livro na mesa de cabeceira, agora não são raras as vezes que estou a ler 3 ao mesmo tempo (The Martian by Andy Weir, Expedição à Terra por Arthur C. Clarke e Ansatsu Kyoushitsu (Assassination Classroom) by Matsui Yuusei (manga) neste momento), a segunda não vale a pena saber muito se não se tiver calma e pensar seriamente num assunto trivial para dar a resposta correcta, terceira nunca esquecer estes pequenos episódios que te fazem melhorar, quarta todas as pessoas tem qualidades e nem sempre é fácil vê-las e uma surpresa pelos sucessos de outra pessoa não o são para essa própria pessoa e quinta o conhecimento pode chegar em insucessos* e sexta claro a resposta certa).

Decidi partilhar esta história, pois vi esta rapariga quando agora estive de volta à minha Terra Natal onde eu a vislumbrei numa situação mais uma vez trivial (no pingo doce local), no entanto esta história para sempre esteve presente no meu sucesso e nos meus insucessos.

*No entanto quase sempre é melhor ganhar o conhecimento sem falhar. Sinceramente algo que me irrita nas entrevistas sobre retrospectiva da vida de alguém é a resposta trivial à pergunta: – Voltaria a cometer os mesmos erros outra vez se pudesse voltar atrás?  – Onde para mim a resposta óbvia é: – Se pudesse obter o conhecimento ganho por esse erro antes de o fazer por certo não o faria (ou – Se a mesma situação ocorresse e eu mantivesse o conhecimento actual, como é óbvio não o faria). – Enquanto a resposta que sempre se ouve é – Sim.